Sobre como sair das dívidas
Mais de 75% das famílias brasileiras têm algum tipo de dívida, segundo a CNC. Sair desse cenário envolve três passos: diagnóstico (saber exatamente quanto e para quem se deve), priorização (quais dívidas pagar primeiro) e negociação (descontos costumam ser significativos para dívidas atrasadas).
A regra geral de priorização é simples: pague primeiro a dívida com a maior taxa de juros. No Brasil, isso quase sempre significa: rotativo de cartão de crédito > cheque especial > crediário > empréstimo pessoal > financiamento. Os juros do rotativo passam de 400% ao ano — postergar essa dívida custa caro.
Para quem está em situação extrema (mais da metade da renda comprometida com dívidas), a Lei do Superendividamento (14.181/2021) garante o mínimo existencial e permite planos de pagamento de até 5 anos. O programa Desenrola Brasil também já ajudou milhões a renegociar com descontos de até 96%.
Perguntas frequentes
Posso negociar desconto direto com o banco?
Sim. A maioria das instituições oferece descontos significativos em dívidas vencidas há 90+ dias, especialmente no fim de trimestre. Plataformas como Serasa Limpa Nome e Desenrola agregam ofertas de várias instituições.
Devo focar em quitar uma dívida por vez ou pagar todas?
Pagar o mínimo de todas (para evitar juros extras) e direcionar o excedente para a com maior taxa de juros. Quando essa quitar, o valor vai para a próxima — método 'avalanche'. Mais eficiente que pagar todas igualmente.
Pagar a dívida limpa o nome no Serasa?
Sim, em até 5 dias úteis. Negociar com desconto também limpa o nome desde que o acordo seja formalizado. Cuidado com prazos de prescrição (normalmente 5 anos).
Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívida?
Só se a taxa do empréstimo novo for muito menor que a da dívida atual. Empréstimo consignado (que tem taxas baixas) pode fazer sentido para quitar rotativo de cartão. Empréstimo pessoal comum geralmente não compensa.








